Júri Popular condena homem a 12 anos de prisão por matar outro esfaqueado 

O júri popular realizado em Bauru (SP) nesta quinta-feira (4) condenou Leonardo Diego de Oliveira a 12 anos de prisão em regime inicial fechado por considerá-lo culpado pelo assassinato do modelo Ygor Cotrin, que morreu após ser esfaqueado no ano passado. A sessão do julgamento durou mais de nove horas.

Após um dia de debates entre o Ministério Público e a defesa, os jurados se reuniram a sós na sala do fórum de Bauru para definir seus votos.

Eles decidiram por maioria condenar Leonardo a pena mínima de 12 anos de reclusão pelo crime de homicídio qualificado (motivo fútil).
Tanto o MP quanto o advogado de defesa utilizaram imagens de circuito de segurança da região central de Bauru, onde o crime aconteceu, para defender suas teses. Para o MP, as imagens mostram o crime. A defesa diz que nas cenas não é possível identificar o golpe.

A sessão também foi marcada pela emoção, tanto de Leonardo Oliveira, que chorou várias vezes durante o julgamento, assim como familiares da vítima, que também choraram, principalmente no momento em que imagens em um telão mostravam cenas do dia do crime.

O julgamento começou com atraso, por volta das 10h30, quando houve o sorteio das pessoas para compor o júri. Na sequência, um investigador da Polícia Civil deu detalhes da investigação e falou sobre a cena do crime.

Logo após, uma amiga do suspeito também foi ouvida e disse que não foi Leonardo quem cometeu o crime.

Por volta de 11h30, o júri foi suspenso e foi retomado por volta de 14h30, onde outras testemunhas estão sendo ouvidas. A sentença foi divulgada por volta das 20h.

O CRIME
O crime ocorreu no dia 7 de setembro do ano passado. Leonardo foi identificado após o circuito de segurança registrar uma briga dele com o modelo momentos antes de a vítima ser encontrada esfaqueada.

Após ouvir testemunhas e interrogar Leonardo Diego de Oliveira, que está preso desde que foi identificado por câmeras de segurança, a Justiça decidiu levar o caso a júri popular.

A primeira audiência de instrução deste caso foi realizada no dia 9 de janeiro deste ano, mesmo dia em que a vítima faria 23 anos.

De acordo com o delegado Cledson Nascimento, que comandou as investigações, imagens mostraram quando Ygor foi esfaqueado.

Após as investigações, a Justiça aceitou o pedido de prisão temporária do acusado. Leonardo negou o crime, mas foi indiciado por homicídio qualificado.

Na época, a mãe da vítima, Elisângela Cotrim, disse que Ygor voltava de uma festa em uma república de estudantes quando foi agredido. Foi ela quem fez o reconhecimento do corpo, encontrado na Rua Presidente Kennedy, região central de Bauru.

A mãe de Ygor contou na época, em entrevista ao G1, que não tinha conhecimento do envolvimento do filho com tráfico de drogas ou qualquer atividade ilícita e que o jovem também não tinha inimigos.

A vítima trabalhava como modelo e também em um escritório de advocacia, além de fazer bicos como bartender em um bar.

FONTE: G1

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