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Cloroquina: Mandetta cita risco de infarto e nega recomendação de uso geral

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O uso da cloroquina fora de hospitais para tratamento contra o coronavírus ainda não é uma recomendação do Ministério da Saúde, afirmou o ministro titular da pasta, Luiz Henrique Mandetta, na tarde de hoje. O ministro disse que, embora a aplicação da medicação não seja proibida, é necessário avisar o paciente de riscos de arritmia e infarto.

Na entrevista coletiva desta tarde, Mandetta afirmou que a pasta está custeando estudos a respeito do uso da cloroquina, mas que fora do ambiente hospitalar, o paciente corre riscos maiores de sofrer com efeitos colaterais que, dentro de uma unidade de saúde, poderiam ser controlados.

“Os que estão internados devem ficar com monitor. Se têm arritmia, suspende (a medicação), mas ele está internado ali dentro. É controlado”, observou.

O ministro também ressaltou que, apesar de não ser proibido o uso da cloroquina fora de hospitais, a recomendação de conselhos de medicina é que os médicos que pretendem receitar a medicação sejam transparentes com os pacientes a respeito dos riscos.

“Se acordar com arritmia, dor no peito e infartar você (o paciente) vai para o hospital tratar esse infarto e essa cloroquina”, relatou.

Ainda, Mandetta disse que, oficialmente, a pasta não deu nenhuma determinação a respeito do uso da cloroquina. O Ministério da Saúde tem recomendado o uso de cloroquina em pacientes críticos e graves da covid-19. No entanto, a pasta sempre reconhece que os testes sobre a aplicação do produto ainda não são conclusivos.

“O Ministério da Saúde fazer um protocolo e ele, Ministério da Saúde, recomendar uso geral da cloroquina para pessoas fora do ambiente hospitalar, acima de 60, 70, 80 anos, falando que isso vai solucionar o problema… A gente cai numa coisa que Hipócrates falava: Demonstre. Ou se baseia na ciência ou fica no ‘eu acho’, ‘na minha experiencia’, ‘eu tenho visto muitos casos’, ‘a impressão que eu tenho’. Em ciência, é a pior evidência”, declarou.

Aposta de Bolsonaro na cloroquina

A fala do ministro contraria a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que vem defendendo o uso da cloroquina — fármaco utilizado contra malária e lúpus, por exemplo — no tratamento da covid-19.

“Passei a divulgar a possibilidade de tratamento da doença desde sua fase inicial”, afirmou ele sobre a medicação em pronunciamento em rede nacional de televisão e rádio, realizado na última semana.

O presidente também declarou que o país receberia matéria-prima vinda da Índia para continuar produzindo a hidroxicloroquina e que contava com a chancela de “médicos, pesquisadores e chefes de estado de outros países”.

 

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