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Bolsonaro: “Quem é de direita toma cloroquina, quem é de esquerda, tubaína”

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O presidente Jair Bolsonaro falou novamente sobre o uso da cloroquina por pacientes que apresentarem sintomas do novo coronavírus. Nessa terça-feira (19), ele disse, em uma entrevista concedida ao jornalista e blogueiro Magno Martins, que o atual ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, irá mudar o protocolo de uso do fármaco.

“Pode ser que lá na frente digam que foi placebo. Mas pode ser que digam que curava. Na minha consciência, não vai ter isso. Toma quem quiser. Quem não quiser, não toma. Quem for de direita toma cloroquina, quem for de esquerda toma tubaína”, disse o presidente. 

Bolsonaro também revelou, na mesma entrevista, que o ministro interino da Saúde, general Eduardo Pazuello, irá assinar um novo protocolo sobre o uso do medicamento. De acordo com o presidente, o documento deve ser assinado nesta quarta-feira (20).

Além Teich, o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta também deixou o cargo após discordâncias com o presidente sobre o uso da cloroquina. 

Em abril, após uma reunião com Bolsonaro, o presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, disse que não recomenda o uso do medicamento. No entanto, o conselho orientou que os  médicos receitem o medicamento apenas em três casos específicos:

quando o paciente está em estado clínico grave de saúde e não responde aos tratamentos. Nesses casos, o médico, com autorização da família, utiliza a substância;

quando o paciente chega à unidade hospitalar. O CFM explica que no momento de replicação do vírus a droga pode ser usada com autorização do paciente e de familiares;

quando o paciente apresenta sintomas leves e não há a possibilidade de que ele esteja com influenza A ou B, dengue ou H1N1. Caso isso ocorra, o profissional pode usar a hidroxicloroquina, com a autorização do paciente.

“O Conselho Federal de Medicina não recomenda o uso da hidroxicloroquina. O que estamos fazendo é dando ao médico brasileiro o direito de, junto com seu paciente, em decisão compartilhada com seu paciente, utilizar essa droga. Uma autorização. Não é recomendação”, disse Mauro Luiz.

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