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“Tribunal do Crime” queria matar funcionário de prefeitura acusado de estuprar criança

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A Polícia Civil de Três Lagoas cumpriu oito mandados de prisão preventiva e 10 de busca e apreensão, nesta terça-feira (2), em bairros da cidade e na capital Campo Grande para combate a crimes como roubo e tráfico de drogas.

A operação Helieia foi executada com apoio do Garras (Grupo de Repressão a Roubos e Sequestros), da capital. As investigações começaram com o sequestro de um funcionário da prefeitura da cidade, no final de janeiro, em Três Lagoas. A Polícia Civil identificou todos os envolvidos e confirmou a hipótese de que se tratava de um “tribunal do crime”, organizado por uma facção criminosa.

Segundo o inquérito conduzido pelo delegado Gabriel Salles, os criminosos tomavam conhecimento de um suposto crime, capturavam o “acusado” e decidiam, depois de apurar a suspeita, se ele merecia a morte.

No caso, se tratava de um suspeito pelo estupro de uma criança. O “réu” escapou da morte porque não haveria confirmação do crime. A vítima sofreu diversos golpes de faca e pancadas na cabeça durante o “julgamento”.

Após a prisão de dois envolvidos no sequestro, a polícia descobriu crimes de homicídios e tráfico de drogas na região de Três Lagoas.

Parte dos acusados está presa em Campo Grande, de onde teria saído a ordem para a execução.

O nome da operação faz referência ao antigo tribunal supremo de Atenas (Grécia), para onde recorriam os cidadãos julgados injustamente por tribunais menores.

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