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Estado de SP distribuirá vacinas Janssen e Pfizer para todos os municípios

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O estado de São Paulo vai distribuir a cota da vacina da Janssen a todos os seus municípios. As doses, que deverão desembarcar na semana que vem dos Estados Unidos, chegam com prazo de validade curto, até 27 de junho.

O UOL teve acesso a uma minuta bipartite assinada entre o governo do estado e os municípios que indica, além da Janssen, uma mudança com a distribuição da Pfizer. Até então, o estado seguia a recomendação do Ministério da Saúde e distribuía o imunizante apenas na capital devido às questões de armazenamento da vacina. Agora, começou um treinamento para repassar as orientações a todos os municípios.

No caso da Janssen, a estratégia paulista é diferente da pensada pelo Ministério da Saúde. A expectativa do governo é que os 3 milhões de doses antecipados cheguem ao país até a próxima terça-feira (15), data não confirmada ao UOL pela farmacêutica Johnson & Johnson, o que daria apenas 12 dias para a aplicação.

Com isso, a logística se torna o principal desafio para os estados. O governo federal pretende incentivar mutirões nas capitais para viabilizar as aplicações antes do vencimento.

Em São Paulo, no entanto, a gestão de João Doria (PSDB) pretende enviar as doses para todos os 645 municípios proporcionalmente, como o que é feito com os outros imunizantes. O estado deverá receber cerca de 645 mil doses do total de 3 milhões, devido a sua população.

“Os outros estados recebem contingente menor, pela população. Para nós, ficaria muito mais complicado concentrar 645 mil doses na capital”, afirma Regiane de Paula, coordenadora do PEI-SP (Programa Estadual de Imunização de São Paulo).

“Por outro lado, nós temos a logística e a organização para distribuir essas doses por todo o estado com eficiência”, completa a coordenadora.

É um acordo bipartite, assinado entre o governo estadual e os municípios, por meio do Cosems-SP (Conselhos de Secretarias Municipais de Saúde de São Paulo). Cabe ao estado garantir a distribuição rápida aos municípios; às cidades, a aplicação no tempo adequado.

A vacina da Janssen recebeu autorização da Anvisa no dia 31 de janeiro e foi comprada pelo Ministério da Saúde em março. O imunizante tem como diferencial usar apenas uma dose, com eficácia global de 66,9%.

Ao todo, o país comprou 38 milhões de doses da vacina norte-americana, a serem entregues no terceiro trimestre. Na semana passada, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, anunciou o adiantamento desses 3 milhões de doses. O prazo curto de validade só foi revelado nesta semana.

“É um prazo mais curto. Isso foi pactuado com o Programa Nacional de Imunização, com Conselho Nacional de Secretários de Saúde [Conass] e Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde [Conasems], e entendemos que temos que fazer uma estratégia para aplicar esses 3 milhões de doses num prazo muito rápido para não correr o risco de vencer vacinas”, afirmou o ministro em seu depoimento na CPI da Covid na última terça-feira (8).

A chegada estava estimada inicialmente para esta semana, mas, como Queiroga disse à CPI, depende da liberação do FDA, órgão regulador norte-americano.

“Naturalmente que, se tardar o posicionamento do FDA, esses 3 milhões de doses podem não ser mais úteis para nós, por conta da exiguidade de prazo”, afirmou o ministro.

 

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